terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Lápis de Cor


A vida é como uma caixa de lápis. A maior parte das pessoas são caixas de oito cores, mas o que tu queres mesmo são aquelas caixas de sessenta e quatro cores com afia-lápis. Gosto de pensar que sou uma caixa de sessenta e quatro cores, apesar de me faltarem alguns lápis. É porreiro, porque sempre tenho cores mais vibrantes como pervinca à minha disposição. Tenho é um problema: só consigo conhecer caixas de oito lápis. Mais alguém tem esse problema? Há tantos tipos diferentes de cor na vida, de sentimentos, de articulações e hipóteses. Então quando conheço algúem que é do tipo caixa de oito lápis... É do género "Então! Magenta!" e ela responde "Ah sim! Queres dizer roxo?" e continua a fazer a sua coisa roxa e eu fico "Não! Eu disse magenta!".
Há dias em que gostava de ser o tempo assim, volta e meia trazias-me à conversa. E quando chovesse eu seria o assunto do dia.
E mesmo quando achares que a chama morreu, vai haver pelo menos uma música que vai acertar naquele último sitio quente e aí, vais-te encontrar completamente lixado. 
Tal como no dia em que mentiste e disseste que nunca mais a querias ver. 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

T-shirt Laranja

Uma vez li contigo "Não me arrependo dos momentos que tivemos apenas da maneira de como aprendi a lição".

Infelizmente e, a contra-gosto, faço das palavras dele as minhas.
Copy + Paste. Sem tirar nem pôr.
Não me arrependo nada e de nada do que tivemos.
Tenho pena de, se calhar, não te ter dado, mostrado ou aproveitado mais.
Talvez te devesse ter posto a anilha no dedo quando pediste, talvez devesse ter tido mais paciência quando me abraçavas e entravas em modo "chatinho". Devia ter-te mostrado mais de mim. E aproveitado mais as horas quando estava contigo.
É o erro de acharmos que somos eternos.
De não ter tido mais atitude quando vi e comecei a sentir as coisas a apertar. Isso ninguém me tira da cabeça.

E agora aprendo a lição da maneira mais dura. Acompanho a tua vida de longe, através de fotos em que já não sou eu a sombra ao teu lado.
Sou como um anjo caído e esquecido.

E no fim, o que tenho eu para mostrar de tudo o que sinto e de tudo o que sonhei ter contigo?
Cinco fotos e uma t-shirt laranja.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Uncle John

É domingo à noite, uma noite que nunca deve ser confiada aos sentimentos. Muita gente vai para casa e, ou recebe mensagens a meio da noite ou começa a redigir mensagens que não correspondem com o que sentem realmente durante o resto do dia ou da semana. E aí apercebem-se , e se não te apercebes vai haver alguém que se vai aperceber por ti.
E os teus amigos, o teu cérebro, a tua moral e consciência treinaram-te para não responderes.
Vou contra isso e vou sugerir que da próxima vez que recebas uma mensagem da pessoa que amas, a única pessoa no mundo que amas e com a qual não podes falar, que respondas. E responde quando te perguntam se estás acordado. E se estiveres responde "Sim, passa aqui".
Porque a vida é demasiado curta para continuarmos a jogar este jogo.
Porque se realmente queres alguém, mais tarde ou mais cedo apercebeste.  Se não, vais estar deitado na cama com o telémovel em cima do peito, sem nada para fazer à espera que ele vibre.
Se amas alguém...Se amas alguém, não digas nada, simplesmente aparece.
Deixa-me chorar por ti, deixa-me pensar que és alguém diferente...
Se amas alguém....

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Limites do desejo

Jovem e cansado de fugir. E diz-me: onde é que isso me levou? A um grande 8 ou a um pequeno infinito?
O amor não é nada mais do que um sonho que me mantém acordado. Por mais que eu tente, acabamos sempre por morrer. Como é possível?

Tão jovem e cansado de fugir. Até ao limite do desejo, sustenho a minha respiração e silenciosamente grito "Preciso de ti agora!". Inquieto e cansado.
Acho que vou dormir em cima da minha roupa espalhada pelo chão. Espero que este "colchão" rode sobre si mesmo e, talvez ache que estou a dormir contigo.

Não digas nada. Apenas vem ter comigo e deita-te aqui. Porque estou prestes a pegar fogo a tudo o que vejo.
Quero-te tanto que voltava com as minhas palavras atrás.
Pronto, admito, tenho medo que te esqueças de mim.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A.Ralph

"Parece que chegámos mesmo ao fim da linha. Pois eu digo "vem" e tu dizes "ai". Peço-te para ficar e tu dizes "bye bye". Mas como deixas tu fazerem-te a cabeça?
Estava tudo bem entre nós os dois mas, agora decides deixar-me a sós. Argumentando que o teu amor já não sou eu e, que existe um outro algúem muito melhor do que eu para ti.
Mas eu conheço-te bem. Caíste numa ilusão que confudes com paixão, confundes com amor. Eu espero bem que seja só a minha imaginação porque está à vista que ele não te vai tratar bem.

Devias ter um pouco mais de auto-dominio. Não te deixares levar por um blablabla. Tão pouco o conheces e já dizes que o amas. Não vês que ele não te leva a sério, só te quer usar e só vai magoar o teu coração?
E agora tu decides que te queres ir embora. Desta vez sou eu quem chora. Pois tu dizes que não queres mais, dizes que já não me amas mais...

E eu prometo que tu te vais lembrar de mim. Quando deres conta que o amor que ele te dá não vale nada. E eu? Vou sentir pena de ti. Mas és tu que queres assim: preferes ser usada do que amada."

Anselmo Ralph - Te vais lembrar de mim

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Here we go again

Olho para ti e vejo todo o amor que esteve adormecido. À falta de melhor, olho para o chão e vejo que precisa de ser varrido, das beatas, copos partidos e palhinhas.
Olho para o mundo e vejo que ele continua a girar. Nem sei como é que alguém te conseguiu controlar. Com cada erro estamos, sem dúvida a aprender. Nem sei quando te desviaste, quando foste corrompida,. Nem sei quando te inverteste e ninguém te avisou.
Nem sei como é que ninguém te disse, como desdobraram o teu amor. Nem sei como te controlaram, te compraram e venderam.

Ela diz que me sinto preso e, já nem consigo dizer se estou a ir ou a vir. Não foi assim que quis... Tenho a chave para a porta mas ela não abre.
E sei que parte de mim diz "deixa ir", que a vida acontece por alguma razão. Não sei, porque nunca lutei tanto antes e faria tudo para me sentir melhor.
E faria de tudo para me sentir melhor... Diz-me o que fazer: sabes que não consigo ver nada com o labririnto que está à minha volta. Não encontro o meu caminho, preciso de uma mudança. E faria de tudo só para me sentir melhor.
Quando ela diz abraça-me, sinto-me um bocadinho fora de pé e tenho medo de me afogar. És a única que me conhece e sei que não ignoras que estou desfeito.
Tudo tem a sua razão e cada dia é igual ao anterior.

Como um presente abençoado, foi fácil de ver. Foi como um amor que me podia salvar de mim mesmo. Ela tinha fogo na alma e foi fácil de ver como que o diabo foi arrancado de mim. Havia batidas no ar quando começámos a dançar. E toda a gente que ali estava segurou o tempo com as mãos. Como uma peça de um puzzle que encaixa, podiam dizer como nos sentiamos pelas nossas caras. Faziamos circulos com a lua nos nossos olhos. A sala deixou de girar entre tu e eu. Esquecemo-nos de onde estávamos e perdemos a noção do tempo. E as vozes ressoavam como os anjos cantam...e dançámos noite fora.

Desde o momento em que te vi, andei como se tivesses pequenas asas nos pés. O meu estômago encheu-se de borboletas...e tudo bem. Saltitei de nuvem em nuvem, com a sensação de que nunca iria descer. E se eu dissesse que não gosto, saberias logo que estou a mentir.
Cada vez que tento falar contigo, sinto a lingua presa e tudo o que te quero dizer sai errado em vez de sair certo.
Quando é que esta febre acaba? Acho que já aguentei o que ninguém aguentou. Sou como um cachorrinho apaixonado, sempre à tua volta.
E começo a perceber que, talvez, isto nunca acabe. Porque de cada vez que entras eu penso "Aqui vamos nós outra vez..."


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Porque...

Se tu soubesses o que me custa esta situação toda.
Nem vou estar aqui com meias palavras:

Se tu soubesses como esta merda toda me custa. Ter-te e passadas cinco horas ir tudo por água abaixo.
Pensar que és vazia, oca, e que provavelmente em termos de relações não tens nada na cabeça quanto mais no coração.

Como me custa andar controlado, quando só me apetece desfazer pessoas à pancada. Como abro a guarda nos treinos só para levar uns pontapés e uns socos a ver se a dor me ajuda.
Como ando cheio de dores fisicas e sentimentais. Que me doi o corpo porque o puxo aos limites do suportável. E que apesar de sair, me mostrar forte, brincar com a situação, fazer piadas se abro uma ferida não sangro: sai pó.

Ouvir um "Amo-te" da tua boca, sorrires para mim, beijares-me e essa ser a última imagem que tenho nossa.
Sabes o que isso custa?
Ter depositado tudo em ti, as esperanças os sonhos, pensar que eras diferente, que era obra do acaso, do destino. Termo-nos unido no mesmo espaço. Sabes a raiva que isso me dá? E a maior raiva que tenho é de mim, porque apesar de fazeres merda, atrás de merda, não me teres respeito e estares-te a cagar para mim (a pessoa que, supostamente, amavas, confiavas cegamente, te deixava louca, tinhas medo de perder) eu amar-te imenso e incondicionalmente?

Sentir que em vez de luz, ando completamente negro por dentro? Que aquele João que conheceste está a gelar por dentro aos poucos até não restar nenhum pingo de brilho nos olhos?
E a culpa é tua! Tens toda a culpa. Eu tinha-me encontrado antes de te conhecer. Conheceste-me na minha plenitude de confiança, atitude, felicidade comigo mesmo e conseguiste destruir ou tens vindo a conseguir destruir isso aos poucos. Parabéns! Vou ter de me encontrar outra vez. E nem sei se vou gostar daquilo que vou encontrar. Aposto que não. Que quando me encontrar vou estar naquele buraco negro em que estava no verão: um cabrão, uma pessoa fria que não se importava com quem estava e como estava.

E estupidamente ainda acredito que te posso salvar de ti mesma e tu me podes salvar de mim mesmo. Estúpido homem de pouca fé. Ando-te com uma raiva, com um nojo. De ti e dele. A ti só me apetece dizer-te tudo e mais alguma coisa. A ele, só me apetece desfazê-lo, desmontá-lo. 
Mas não o vou fazer, ao menos que a porra do BJJ sirva para alguma coisa. Porque começo a ter medo de mim mesmo.

E também sei que, basta uma mensagem tua para eu ir a correr. E basta um "desculpa" teu, para que eu te desculpe.
Posso dar-te o que queres, não estou capaz de te dar o que mereces. Porque de mim não mereces nada. Mas não sei calar o que sinto, quem me dera ter uma borracha para apagar meses da minha vida. E apagaria sem pestanejar. Não sou assim, ninguém é. Não atingimos ainda esse patamar da evolução.

Sou burro, estúpido, ignorante, cavalo, camelo (e mais animais que queiram pôr) por ainda te amar. Bateste forte. Demasiado forte. Nunca tinha estado assim, tão em baixo. Porque eu pensava que valia de alguma coisa para ti. Para as outras estava à vista que não valia de nada. Mas para ti pela maneira como me olhavas, tratavas, pela tua necessidade de estares comigo achei que sim.

Devias ter-me amado quando menos merecia, porque era quando mais precisava de ti. 
Agora que penso... Sempre mereci ser amado por ti. De ti mereço que me leves para fora da galáxia.
Tu mereces que eu te cave um buraco.

E é neste misto de emoções que vivo o dia a dia.
Só para que saibas. Se soubesses e sentisses metade do que tenho sentido durante estes dois meses... Quebravas, davas em louca...

Só prova o quão forte eu sou, e quanto o que sinto por ti (talvez) é real. Não vais conhecer mais ninguém assim como eu. Escusas de procurar. Sou único e partiram o molde. Podes arranjar uma cópia na loja do chinês mas uma certificada com ™ e © tatuados no corpo não encontras.

Ás vezes, mais vale investires numa coisa de marca e com qualidade do que em coisas de marcas brancas que te duram alguns meses e depois avariam, rasgam ou estragam. Mais vale reunires coragem e força e lutares por aquilo que tinhas. Devias ter lutado, devíamos ter ultrapassado as coisas juntos. Eu estava disposto a ajudar-te a não caíres. E agora, já viste a tua vida? Não tens quem te apoie, não tens amigos. Tu contra o Mundo. Achas que te aguentas? Ou que ele aguenta por ti? Ele nem aguenta com o ego dele, quanto mais com o Mundo. Nem cara tem para levar umas palmadas da vida, quanto mais dar o peito às balas por ti (e ficou provadissímo que não tem).

E eu cá vou, agarrado ao troféu de te ter encontrado, a tentar que ele não ganhe pó. Limpo-o todos os dias e ponho-o na vitrine. E especulo, sonho acordado com situações que nunca vão acontecer. Porque se acontecerem, fica aqui a promessa que me torno religioso. Já é demasiada experiência e quilómetros acumulados. Demasiado gasóleo gasto na auto-estrada das relações. Muito pneu queimado e amortecedores gastos. Principalmente amortecedores gastos.

Reza para que eu não quebre em termos de paciência e orgulho. Porque nesse dia, não há amigos que te salvem nem namorados para chorar no ombro. Nesse dia arraso-te sem levantar um dedo e sem dizer uma asneira. Não me pisem os calos. Fizeste mais que isso - espero que não chegue mesmo o dia.


Porque se tu soubesses... carregavas no botão de rewind e, davas valor.
Porque se tu soubesses... não tinhas largado a minha mão.
Porque se tu soubesses... ainda estavas comigo.